terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Manuela Castro Neves e as Rimas

Há livros que nós adoramos. Há autores que nós adoramos. E de cada vez que sabemos que saiu um novo livro desse autor... corremos a comprá-lo porque temos certeza que será um bom livro. É isso que acontece com os livros da Manuela Castro Neves. Já tínhamos falado dela aqui com o seu primeiro livro infantil: O Elefante Diferente. Desde então já conhecemos mais 4 livros da autora e todos eles com encantos diferentes e muitas coisas em comum: as rimas, que já são uma marca da autora, as pistas matemáticas que nos levam a pensar a matemática como uma brincadeira, as palavras novas que a Manuela gosta de utilizar e que nos fazem ir ao dicionário, as repetições divertidas entre tantas outras brincadeiras que nos prendem desde o primeiro minuto. 



O Elefante Diferente, que revisitamos, da Caminho com ilustrações de Madalena Matoso.


Tantos animais e outras lengalengas de contar, do Planeta Tangerina com ilustrações de Yara Kono. 


Uma cadela amarela e vários amigos dela, da Caminho, com ilustrações de Madalena Matoso. 


O Pato Amarelo e o Gato Riscado, da Caminho, com ilustrações de Madalena Matoso.


E o mais recente, Cinco Pais Natais e tudo o Mais, da caminho com ilustrações de Maria Bouza. 
Imperdível para o Natal!

sábado, 21 de novembro de 2015

A máscara do leão

A máscara do leão é uma história que eu adoro. Já a contei imensas vezes e já a trabalhei tantas outras na minha sala. Adoro o texto, as ilustrações, a cor e principalmente a mensagem que ela passa. Hoje trago o resumo pelas mãos da própria editora:

Uma noite, o papá Leão foi visitar o pica-pau e encomendou-lhe uma máscara leve como uma pluma, fria como o ódio e vermelha como a ira. 


 A passagem para a idade adulta do chamado a ser Rei da Selva é usada por Margarita del Mazo como um argumento contra clichês, convencionalismos e estereótipos. Consequentemente, este álbum torna-se numa crítica às vidas regidas sobretudo por aquilo que os outros esperam de nós, e alerta sobre a enorme infelicidade que provoca a dificuldade de alcançar algo tão simples, e paradoxalmente tão complicado, de ser ele próprio. 




A organização cromática (vermelhos, amarelos, azuis) das ilustrações de Paloma Valdivia reforça a localização geográfica da história e a sua carga dramática, o que não é incompatível com a idoneidade de umas cores que acentuam o carácter positivo e alegre dos protagonistas, para transformar as imagens num solvente complemento da carga narrativa do texto. O trabalho da ilustradora chilena destaca-se também pelo alto grau de iconicidade das personagens, significativo no caso das secundárias, e em perfeita simbiose com o domínio das que ocupam os primeiros planos, deleitando-nos com estilizados esquematismos gráficos e uma figuração tão pessoal como reconhecível. 

in www.oqo.es



O Texto é de Margarita del Mazo, as ilustrações são de Paloma Valdivia e quem nos traz esta história é a editora OQO. 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O Gato da Matilde

O Gato da Matilde é um dos novos livros da Horizonte, da autora Emily Gravett e cativou-me desde a primeira página.



No dia em que a Matilde se mascarou de gato e fez brincadeiras de todo o tipo, o seu animal de estimação, um gato malhado, arisco e bastante assustadiço fez tudo o que ela sugeriu. Mas no fundo o gato da Matilde não gosta assim tanto das coisas que a Matilde faz, ele gosta mesmo é da Matilde! 


A ilustração em aguarela marcadamente enérgica, é já uma imagem de marca desta autora que nos prende a esta história de uma forma ainda mais emocionante! 


Um livro a não perder!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Capuchinho Vermelho

O conto tradicional do Capuchinho Vermelho é um dos mais conhecidos de todo o mundo. Com origem no século XIV, foi impresso pela primeira vez por Charles Perrault que o escreveu para a corte do rei Louis, de França. Mais tarde os irmãos Grimm adaptaram-no ao público infantil e desde aí que a história continua a dar a origem a novos contos e versões. O conto do Capuchinho Vermelho tem inúmeras versões, já foi traduzido para imensas línguas e é uma das histórias preferidas do público pequenino. Em Portugal temos muitas editoras com livros da história do Capuchinho Vermelho, desde a versão mais tradicional à mais original. Hoje deixo aqui alguns que conheço bem:


As Luvas do Capuchinho que a OQO editora apresenta é "uma reinterpretação divertida e original deste clássico. Tanto o texto de Inés Almagro como as imagens de Mikel Mardones jogam com uma dupla cumplicidade: a do leitor e a da protagonista. Pressupõe-se que ambos sejam conhecedores do desenrolar da versão popular mais estendida." in oqo.es


Esta história do Capuchinho Vermelho é ideal para os mais pequeninos. Uma história com texturas diferentes para tocar, este é um livro para ler com a ponta dos dedos, da editora DOM QUIXOTE.


Esta é uma versão bem tradicional da história do Capuchinho Vermlho. As ilustrações doces são da Debbie Lavreys e a editora é a Educação Nacional.  





Há histórias do Capuchinho Vermelho para todos os preços e gostos. Escolhi estas duas, muito em conta, a da esquerda do Continente e a da direita do Pingo Doce, por serem ambas muito interessantes, com ilustrações bonitas e que se encontram facilmente nas grandes superfícies comerciais. A história do Pingo Doce traz também um CD com a história narrada e músicas orginais. 




A história do Capuchinho Vermelho também aparece em várias versões pop-up. Estas são as minhas preferidas. A primeira da editorial presença, com todo um misticismo em volta e a segunda da Edicare de uma simplicidade e beleza estonteante! 


A Kalandraka traz-nos a versão mais moderna do Capuchinho Vermelho em que a Capuchinho ganha um nome e até chegar a casa da sua avó doente, terá que atravessar uma grande cidade recheada de perigos e atrações. "Com ilustrações que convidam o leitor a perder-se em todos os seus detalhes e mensagens críticas." in Kalanadraka.com 


Também da Kalandraka chega esta versão do conto popular. Uma versão resgatada do folclore francês que conserva toda a frescura, sabedoria e oralidade dos contos da avó.


De facto a Kalandraka ganha em versões da história do Capuchinho. Esta última, cheia de humor, e com umas ilustrações fantásticas oferece uma surpreendente visão do clássico que rompe prazerosamente com o conhecido. 


"A verdadeira história do Capuchinho Vermelho" é um título que se vai lendo em várias das versões existentes da tradicional. Nesta que nos traz a editora AMBAR, encontramos um lobo vegetariano e bom e uma Capuchinho cheia de manias e mau feitio!!! Com umas ilustrações fantásticas e cheias de pormenor é mais um livro a não perder. 


O Casaquinho Vermelho é uma das minhas versões preferidas... Esta é uma história cheia de drama, perigo e suspense onde a personagem principal, o Capuchinho, aparece como um rapaz... um rapaz que vai levar vinho à avó. A história tem momentos hilariantes, que as crianças adoram! O Casaquinho Vermelho é da Dinalivro. Quem a reinventou foi a escritora Lyinn Roberts que conta com as ilustrações de David Roberts, que a enriquecem de uma forma incrível. 

Há muitas versões de teatrinhos do Capuchinho Vermelho, mas esta da Edicare é simplesmente perfeita. Com umas ilustrações lindas, cheias de pormenor e que acompanha com um livro delicioso. 

Há muitas mais versões do Capuchinho por aí... há versões estrangeiras maravilhosas, mas hoje ficamos por aqui, relembrando um post antigo desta personagem que nos é tão querida. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Livros de Artista do Nic e da Inês

Há uns tempos fiz um workshop de carimbos na Casa Nic & Inês e fiquei encantada com o trabalho que ali desenvolvem. Mais encantada fiquei com os três livros de artista, totalmente feito por eles, desde a história, à ilustração, à encadernação, que o Nic e a Inês já têm no seu portfólio de autores de livros infantis. E quem são o Nic e a Inês? O Nic e a Inês são "um casal, são dois artistas, são um par de professores, que se fartaram de ouvir falar da "crise". Enlouqueceram e agora dão workshops (quase todos os sábados) no seu estúdio/oficina/ninho-de-amor no coração de Lisboa. Ensinam aquilo que adoram e o que fazem bem. Preços de amigo, chá e petiscos aparecem com frequência." Para além dos workshops, onde ensinam a fazer livros,  o Nic e a Inês também os fazem e são, simplesmente maravilhosos. 


Ponto pontinho é o primeiro livro!


O mar e a bolha é o segundo livro. A história dos autores. Um livro apaixonante!

O último Ir ou Ficar diz assim:"Emigrar é apreender, arrepender, pender, perdurar, ficar pendurado. Vou aprender a prendar. Tanto."

Para ficarem a conhecer mais sobre este projeto aqui ficam os blogues do Nic e da Inês. 

domingo, 26 de outubro de 2014

"Não!" e "Porquê?"

"Não!!!" e "Porquê?" são duas das expressões que mais frequentemente ouvimos quando estamos rodeados de crianças pequenas. A Minutos de Leitura trouxe-nos duas histórias hilariantes para ajudar a lidar com estas fases dos mais pequenos. Com texto de Tracey Corderoy e ilustração de Tim Warnes aqui ficam duas histórias a não perder:


"O Rodrigo era adorável. Todos o diziam. Até ao dia em que aprendeu uma nova palavra… Não! Uma história perfeita para ajudar os pais a lidar com birras, teimosias e a temível «fase do não»"




Depois do sucesso do livro "Não!" chega-nos este ano o "Porquê?" . Nós adoramos os dois e recomendamos os livros para todas as idades, não só para ajudar nestas fases, mas também pelo humor de cada uma das histórias que nos diverte imenso!


"O Rodrigo quer saber tudo... “Porque é que a cola pega tanto? Porque é que a loiça se parte quando cai?”... Se ao menos descobrir as respostas causasse menos confusão!"



domingo, 24 de agosto de 2014

Oliver Jeffers somos fãs!

Há autores que nos conseguem cativar em todos os livros que fazem. Oliver Jeffers é um desses autores. A cada novo livro uma nova paixão. A primeira vez que o li foi com o famoso e lindo "Lost and Found" mais tarde editado em Portugal. Por cá temos muitas obras deste autor, todas pelas mãos da Orfeu Mini.

O primeiro livro que chegou até cá foi "O incrível rapaz que comia livros". O livro "conta a suculenta história de um rapaz com um apetite insaciável por livros. O Henrique adorava livros… mas não exactamente como nós adoramos livros. O Henrique adorava comer livros! Primeiro uma palavra, depois uma frase, e não tardou já se empanturrava com três ou quatro livros de uma vez só. Quanto mais livros comia, mais esperto ficava. Até que um dia as coisas começaram a correr mal… Um livro tão tentador que já houve quem não resistisse a dar uma dentada na contracapa!" 


O sucesso foi tal que já vamos na terceira edição. Um ano depois chegou "O coração e a garrafa"  que nos fala "de uma menina fascinada com o mundo à sua volta. Até que um dia algo aconteceu que a fez pegar no seu coração e guardá-lo num sítio seguro. Pelo menos durante algum tempo… Só que, a partir daí, nada parecia fazer sentido. Saberia ela quando e como recuperar o seu coração? Com esta história comovente, Oliver Jeffers explora os temas difíceis do amor e da perda, devolvendo-nos, de maneira notável, um sopro de alento e de vida."


Em 2011 são lançados dois livros cá em Portugal, o galardoado "Perdido e Achado" que conta "a história de um menino que, um dia, encontrou um pinguim à sua porta… O pinguim parecia triste, por isso o menino achou que ele devia estar perdido. Então, decidiu ajudá-lo a encontrar o caminho de regresso a casa Assim começa a aventura mágica destes dois novos amigos que rumam ao Pólo Sul num pequenino barco a remos, enfrentando mares calmos e tumultuosos debaixo de um guarda-chuva. Com ilustrações desenhadas a aguarela, este livro já foi inclusivamente adaptado ao cinema...


... e o "Sobe e Desce" que traz de novo as personagens do livro anterior para nos contarem a história de "um menino e um pinguim que faziam sempre tudo juntos… … até ao dia em que o pinguim decidiu que queria estender as asas e voar. Assim começa esta grande aventura que levará os nossos amigos ao jardim zoológico, ao aeroporto e a um surpreendente espectáculo de circo ambulante."


No ano seguinte a Orfeu Mini presenteia-nos com uma divertida história intitulada "Presos"...  "Tudo começou quando o papagaio do rapaz ficou preso numa árvore. Mas o verdadeiro problema surgiu quando ele atirou um sapato para soltar o papagaio e este também ficou preso na árvore. Seguiram-se uma escada, um balde de tinta, um orangotango e uma baleia, que se encontrava no sítio errado à hora errada. E isto foi apenas o início de tudo. Se ao menos o rapaz conseguisse ter uma ideia que o ajudasse a resolver as coisas…"


Em 2013 mais duas histórias são lançadas. Oliver Jeffers continua a cativar o público e a Orfeu Mini aproveita para nos trazer mais dois brilhantes livros. "Este alce é meu" que conta a história do Guilherme que tinha um alce. "Ele nem sempre teve um alce. O alce apareceu-lhe certo dia, e o Guilherme percebeu, mas percebeu logo, que aquele alce ia ser seu. Decidiu chamar-lhe Marcel e ensinar-lhe todas as regras que um bom animal de estimação deve conhecer. Regra nº 7: NÃO SE AFASTAR MUITO DE CASA. Mas o obstinado Marcel, como o seu especial apetite por maçãs, não estava nada para aí virado…"


Originalmente publicado em 2004, chega apenas em 2013 o primeiro livro ilustrado para crianças de Oliver Jeffers. "Como apanhar uma estrela" é a história de "um rapaz que gostava muito de estrelas. À noite, ia para a janela observar as estrelas e sonhar que um dia teria uma só dele. Imaginava que seriam amigos e brincariam às escondidas. E decidiu partir em busca de uma estrela. Quando finalmente apareceu uma estrela no céu, trepou ao cimo de uma árvore, pediu ajuda a uma gaivota e saltou o mais alto que pôde. Mas nunca conseguia alcançá-la. Foi então que deu com uma estrela dourada e brilhante a flutuar…"


Este ano chega-nos mais uma história repleta de humor que nos ensina a usar todas as cores para colorir o mundo.  "O dia em que os lápis desistiram" conta a história dum dia na escola: "ao abrir a caixa dos lápis de cera, o Duarte encontra um monte de cartas. Os lápis decidiram escrever-lhe, reclamando: “Basta!”.
 O lápis preto está cansado de desenhar contornos, o azul já não aguenta pintar mais oceanos, e o amarelo e o laranja já nem sequer falam um com o outro, pois cada um acredita ser a verdadeira cor do sol. E agora? O que vai fazer o Duarte?"


Nós por cá estamos já à espera da próxima novidade. Até lá... estes são para ler e reler muitas vezes!!!