quinta-feira, 1 de novembro de 2012

E depois?

O que acontece depois que alguém morre? Como explicar a morte de alguém de quem gostamos? Como dizer que não vamos ver mais essa pessoa? E especialmente como fazê-lo a crianças pequenas, às vezes pequenas demais. Existem alguns livros que podem ajudar a trabalhar esta questão...


"O livro da avó resgata memórias de ternura: das festas com coca-cola, das brincadeiras com os primos, dos passeios e da varanda com o mar como horizonte. Grande, velhinha e enrugada como a maioria das avós. E quando já somos grandes e nos lembramos percebemos a falta que nos fazem. Vencedor do prémio Bissaya Barreto de literatura para a infância." Um livro de Luis Silva da editora Afrontamento.


"O pequeno esquilo sentia uma dor muito forte porque a mãe tinha morrido, e pensava que nunca mais voltaria a ser feliz. O tema mais difícil de explicar, tratado da forma mais delicada."Um livro de Elisa Ramón, com ilustrações de Rosa Osuna, da Kalandra. 


"O livro "Para onde vamos quando desaparecemos?" aborda de forma subtil o tema da ausência, do desaparecimento e da morte. Não trazendo respostas definitivas, abre as portas à imaginação, tornando o tema (mesmo que por breves instantes) um pouco mais leve." Um livro de Isabel Minhós Martins com ilustrações de Madalena Matoso do Planeta Tangerina.


"A avó da Felipa partiu para sempre. A Felipa está muito triste, embora saiba que a alma das pessoas não morre, continua a viver. Mas onde estará a alma da avó?" Querida Avó é um livro de Birte Muller da editora AMBAR.


"Um avô inesquecível" de BetteWestera e Harmen van Straaten da editora Livros Horizonte aborda de forma direta e inteligente a questão da perda. "As crianças de quem as crianças gostam não podem simplesmente traí-las e desaparecer - estão em sítios com nomes concretos como caixões, covas e cemitérios que elas podem ver - mas depois de respeitada a sua inteligência, o que importa é ajudá-las a perceber que aqueles de quem gostamos continuam eternamente presentes na nossa vida."  

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

200 amigos ou mais para uma vaca

 
Construído sob a forma de um jogo no qual se vão sucessivamente multiplicando e dividindo animais, o álbum narrativo tematiza a importância da amizade e da vida em grupo, mesmo no âmbito dos animais da quinta. Assim, com o objectivo de combater a solidão de uma vaca, são várias as operações matemáticas que a família terá de fazer até que a quinta fique repleta de animais das mais diferentes espécies. Com humor, que decorre também das ilustrações de grande qualidade plástica e particular expressividade (com recurso a uma técnica mista que combina pintura, recorte e colagem de diferentes elementos visuais), o livro constitui uma experiência divertida, fazendo a leitura um jogo através do encadeamento lógico e dos paralelismos que caracterizam a narrativa.

Ana Margarida Ramos in Casa da Leitura

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Avós

Hoje é dia dos Avós e para os homenagear trago um livro lindíssimo sobre os avós... sobre a beleza que é ser avô.

"Todos nós envelhecemos, é a lei da vida. Mas a beleza não morre com os anos, transforma-se simplesmente. Uma história romântica e poética repleta de metáforas encadeadas." in Kalandraka.

Um livro de Chema Heras, com ilustrações de Rosa Osuna, traduzido em mais de 5 línguas e que já recebeu vários prémios e menções. Vale mesmo a pena ler.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Em modo bebé

Desde há uns meses para cá que estou em modo bebé. Com o Manel nos braços desde Março não há muito tempo para mergulhar nas bibliotecas da minha vida e escolher maravilhosos livros para vos trazer. Agora as escolhas são mais para ele, e por isso para o público bebé! :-)

A escolha de livros para bebés requer uma atenção especial. O suporte deve ser em pano, cartonado ou plastificado. Quanto aos temas é importante que tenham algo com que o bebé se possa identificar: o dia a dia, os rostos humanos, os objectos reais e comuns do quotidiano do bebé, bem como os animais domésticos são tópicos que cativam este público infantil.

A verdade é que não há assim muita escolha (de qualidade) em Portugal, mas podemos sempre navegar pelos sites estrangeiros e perdermo-nos em compras por lá! Ainda assim há que valorizar as poucas opções que temos.

Hoje trago 4 pequenos livrinhos maravilhosos da nossa já conhecida Helen Oxenbury.

São cartonados, sobre o bebé, com uma ilustração clara e limpa para que o ouvinte se foque na imagem e no discurso meigo de quem lhe conta uma história. Sem dúvida, 4 livros que todos os bebés devem ter na sua biblioteca. Na nossa não faltam!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Outra Vez!

A talentosa escritora Emily Gravett, acaba de nos presentear com um novo livro, que chega até nós pela editora Livros Horizonte. Depois de "O Lobo não Morde" e de "O Grande Livro dos Medos do Pequeno Rato" que trarei em breve a este blog, chega o "Outra vez!". Desta vez a autora conta uma história parecida com a que todas as famílias vivem quando chega a hora de ir deitar...

Está quase na hora deste pequeno dragão ir para a cama, mas não sem antes a mãe lhe ler o seu livro favorito.

Mas, infelizmente para ela, ele gosta tanto daquela história que podia ouvi-la Outra Vez….

e Outra Vez…

e Outra Vez…

e Outra Vez…

e Outra Vez…

Quem é que não se revê nesta história engraçada que tantas vezes acontece noite fora pela vontade dos nossos filhos!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

É já amanhã

A não perder...

domingo, 8 de abril de 2012

O artista que pintou um cavalo azul

Eric Carle é um dos meus ilustradores preferidos. Os seus mais de 70 livros escritos e/ou ilustrados são prova de que este senhor é um génio da literatura infantil. Não deve haver um único que eu não gosto. Em português o mais conhecido talvez seja "A lagartinha comilona" que já foi mencionado aqui.

Hoje trago "O artista que pintou um cavalo azul". Este livro é uma homenagem ao pintor alemão expressionista Franz Marc. "A sua tela “Cavalo Azul I” serviu de inspiração a este livro de Eric Carle, que descobriu a obra deste pintor através do seu professor de arte, Herr Krauss, quando o regime nazi proibia a criação e a difusão desta tendência pictórica. O seu gosto pela cor em todas as suas cambiantes, tonalidades e texturas advém precisamente desta influente revelação." (Kalandraka)




Este livro, de cariz autobiográfico, contribui não só para reforçar a imaginação, como também para transmitir a importância da liberdade criativa. Quantas vezes nos desenhos das crianças não encontramos árvores roxas ou um sol azul e quantas vezes não ouvimos a voz do adulto: "Mas o sol é amarelo!" Eric Carle faz questão de dar a volta a estes preconceitos e presentear-nos com uma obra de Arte dedicada aos pequenos leitores.

Página a página as crianças identificam os animais domésticos e selvagens, que de uma forma pouco convencional vão surgindo. Ao mesmo tempo o leitor vai encontrando uma panóplia de cores que começa a reconhecer e a identificar.

Sem dúvida um livro a não perder...