quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pintores

A nossa já conhecida Suzy Lee tem mais um livro apaixonante... Ainda não existe em português, mas eu já o tenho em espanhol! As imagens dispensam apresentações. A ilustradora presenteia-nos novamente com um mundo de cor e criatividade marcante!!! Desta vez a parceria foi feita com o autor Seung-yeoun Moon que conta uma história familiar para a maior parte das famílias:


Chegou a hora do banho. A Mãe da Chin e do Jun chama-os carinhosamente, mas as crianças sentem que ainda não estão prontas para entrar na água. Então Jun encontra uma caixa de tintas e propõe à sua irmã um jogo divertido!

Maravilhoso, não?

Um livro a não perder... Por isso já sabem, numa próxima ida a Espanha procurem Pintores de Suzy Lee e Seung-yeoun Moon da editora Libros del Zorro Rojo.

Obrigada à Vera por me dar a conhecer esta preciosidade e à Manela por me ter conseguido trazê-lo!!! ;-)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Grande coisa

O Planeta Tangerina presenteou-nos com uma agradável surpresa e, para além dos habituais livros de autor de grande qualidade que têm para nos oferecer, publicaram um livro já existente noutras línguas de William Bee. A tradução é estupenda, mas tal já seria de se esperar desta editora!

Eu já tinha em inglês: "Whatever"... mas o "Grande Coisa" em português vai fazer felizes muitas outras crianças.

O Billy tem um problema (infelizmente bastante comum): é um rapaz extremamente difícil de contentar. O pai esforça-se, mostrando-lhe as coisas mais espantosas do mundo, mas o Billy a tudo responde com um enfadonho encolher de ombros e um lacónico “Grande Coisa.”
In Planeta Tangerina


Grande Coisa foi distinguido com o Blue Ribbon Picture Book Award, atribuído pela revista The Bulletin do Center for Children's Books.


Grande Coisa é uma história simples, mas a verdade é que nunca é a história que conta, mas sim o modo como a história é contada, e fico feliz por dizer-vos que Bee, um ilustrador britânico, se porta bem nas duas frentes: texto e ilustração. (...) À medida que o pai vai mostrando ao Billy coisas cada vez mais estranhas, “Grande Coisa” começa a parecer-se menos com um sarcástico “deita abaixo” e mais com um mantra calmante, uma terapia para os excessos da parentalidade desesperada.
Daniel Handler, New York Times

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Artur

A Kalandraka lançou muitas novidades fantásticas. Estamos ainda mais felizes que os mais pequeninos não foram esquecidos. Os livros para a primeira infância estão aos poucos a encher as prateleiras das livrarias portuguesas e isso não nos podia deixar mais satisfeitos!


Hoje trago o "Artur", um livro cartonado, com uma ilustração deliciosa e uma história bem simples adequada aos diferentes públicos jovens.

No site da editora diz assim: "O pintainho Artur não estava confortável dentro do seu ovo. Crescera tanto que aquele quarto se tornava pequeno...


Dentro da casca Artur sentia-se a salvo, mas estava muito apertado. Já não cabia naquele quarto quente de paredes brancas, de forma que não teve outra solução a não ser sair dali. Descobriu então que habitava uma parte muito pequena de um mundo enorme e desconhecido que se abria perante os seus olhos pequenos e curiosos."

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Le Petit Chaperon Chinois


Num retomar do clássico dos clássico Marie Sellier e Catherine Louis brindam-nos com um miminho de páginas em fole que se interligam, abraçam e fundem numa história recontada e enigmática do Capuchinho Vermelho. O livro molda-se às mãos como um acordeão que se desdobra em notas que são letras, símbolos, recortes e ilustrações.


Uma história que se recorta o olhar pelas sombras chinesas que ganham volume e conferem uma dimensão mágica e evocadora dos nossos medos.

Como se não bastasse tudo isto para nos rendermos e sonharmos com este livro, a história em palavras bem emolduradas troca-nos as voltas e desmonta e remonta o fascínio de outros tempos, pela figura franzina e inocente de uma menina com uma capa vermelha. Assim, num imaginário tão sumptuoso como eloquente a avózinha aventura-se pela floresta até ao outro lado da montanha para ir visitar as suas três netinhas, e o que acontecerá??



















O ambiente contrastante quente e sombrio do cenário em que a história se move e cresce remonta para um dicotomia de cores (preto e vermelho), que promovem uma expressão crua das emoções mais intrincadas do nosso ser, soltando fantasmas, atiçando medos e descobrindo recantos da nossa própria infância nos olhares de quem se vislumbra como outrora nos vislumbrávamos. A sombra negra e opaca do lobo, que parece gritar e devorar-nos num só gesto,e a serenidade sábia, de um conhecimento que a idade validade, da avozinha elevam-nos para uma dimensão difícil de limitar e conter.


Um livro ideal para uma festa de pijama em família, seja à luz da vela ou debaixo dos lençóis iluminados por uma pequena lanterna deixe-se encantar e enternecer.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Onde está o Bolinha?

O Bolinha faz parte do imaginário infantil de muitas pessoas. Eu sou uma delas... não me esqueço destes livros que se espalhavam lá por casa e que todas as noites me preenchiam com sonhos e aventuras. Em 2010 o Bolinha comemora 30 anos de existência e as livrarias encheram-se de livros e livros do Bolinha que as crianças podem agora ver e desfrutar!

As histórias de temas comuns , as ilustrações simples e a simpatia do Bolinha são os ingredientes essenciais para a população infantil ficar cativada por este personagem. O autor Eric Hill nasceu em Londres em 1927. É autor e ilustrador de diversos livros infantis, mas foi com o Bolinha que ficou mundialmente conhecido.

Os livros do Bolinha tornaram-se num tão grande êxito que foram traduzidos em 50 línguas e publicados em mais de 100 países. Nos anos 80 tivemos o privilégio de ver estes livros transformados em desenhos animados. Alguns episódios chegaram a ser dobrados em português e faziam as delícias da pequenada quando passavam no canal 1 da RTP. Quem é que se lembra?


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Eu espero…

... sai dos desejos mais profundos e concomitantes da vivência humana, o desejo de conseguir/vivenciar algo e o desejo de não se conformar, e após uma conquista ou objectivo se procura outro que mova e alimente. No fundo esperar e alcançar encontram-se vinculados por um fio de vida que nos acompanha do nascimento à morte, que nos enlaça, emaranha e prolonga.

A espera é da altura das nossas perspectivas e cresce à medida que ganhamos centímetros e riqueza interna.

As ilustrações assumem a simplicidade e pureza de uma história que se foca na riqueza da mensagem, nas páginas brancas ganham forma a traço fino figuras, personagens e símbolos que procuram demonstrar uma fragilidade e vulnerabilidade mais intensa que a espessura do fio da vida.

Eu espero é uma “obra-prima” da literatura infantil que se quer interiorizada acima de tudo pelos adultos que desde cedo revelam a impaciência e frustração impor-se à perseverança e à espera.

Um livro de Davide Cali e Serge Bloch que nos chega pela Bruaá e que podem ver aqui.


Resta dizer: Eu espero…mais livros como este!

Joana Cloetens

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Chegou o Verão...

e com ele a Praia! Quem tão bem nos fala de praia é o autor Bernardo Carvalho que nos presenteia com duas belíssimas obras ilustradas sobre este tema de Verão!!!
A primeira menos recente é "Um dia na Praia" que é para ser lido em silêncio como diz no site da editora: "Há muitas maneiras de contar uma história. E uma delas é sem palavras, em silêncio, ouvindo apenas o som do mar. Neste livro, as imagens acompanham os gestos de uma dia na praia que acabou de forma totalmente inesperada..."


O outro mais recente é sobre a "Praia-Mar" aquele espaço que é palco de brincadeiras, jogos e corridas e que no site o definem assim... "Enquanto o mar não sobe, a praia é um areal imenso. Passeamos, molhamos os pés nas poças, exploramos as rochas onde se agarram mexilhões e anémonas de muitas cores. Aos poucos, as ondas ganham terreno. A água, que ainda agora nos chegava aos joelhos, já nos tapa a barriga e num instante ganha profundidade para arriscarmos um mergulho. E se saltássemos daquela rocha? E se nadássemos até longe? E se fizéssemos o pino? Eu aproveito para boiar..."


Duas obras a não perder nesta leitura de férias à beira-mar. As duas da maravilhosa editora: Planeta Tangerina!